Tecnologia adidas 4D: Como Funciona a Entressola Criada com a Carbon
A tecnologia adidas 4D é uma plataforma de entressolas com estrutura lattice produzidas digitalmente por meio do Digital Light Synthesis (DLS), processo desenvolvido pela Carbon e aplicado pela adidas ao footwear. A parceria ganhou forma comercial com o Futurecraft 4D em 2017 e depois evoluiu para produtos como AlphaEdge 4D, 4D Run 1.0, Ultra 4D e a família 4DFWD.
Apesar de muitas descrições resumirem a tecnologia como “uma espuma impressa em 3D”, essa definição é imprecisa. A 4D ocupa a função de uma entressola, mas sua estrutura é formada por uma rede tridimensional de elementos elastoméricos interligados. Em vez de depender apenas da formulação de uma espuma, a adidas e a Carbon também podem ajustar o comportamento da peça por meio da geometria dessa rede.

Resposta rápida: o que é adidas 4D?
adidas 4D é o nome usado pela adidas para uma família de entressolas lattice fabricadas com tecnologia da Carbon. O processo pertence ao universo da fabricação aditiva, mas não funciona como uma impressora FDM depositando filamento derretido sobre uma mesa.
- Carbon fornece a plataforma Digital Light Synthesis, materiais, hardware e software de fabricação.
- adidas aplica essa capacidade ao projeto de entressolas e calçados.
- A peça começa como um projeto digital.
- Uma resina líquida é convertida em uma estrutura polimérica tridimensional.
- A geometria lattice pode ser ajustada para modificar a resposta mecânica de diferentes regiões da entressola.
- O Futurecraft 4D foi apresentado oficialmente em 2017.
Para entender onde a entressola fica no conjunto do calçado, veja também nosso guia de anatomia do sneaker.
“4D” significa quarta dimensão?
Não é seguro interpretar o nome adidas 4D como uma afirmação física de que “a quarta dimensão é o tempo” aplicada diretamente ao tênis. Nas fontes oficiais consultadas, 4D aparece principalmente como nomenclatura comercial da plataforma desenvolvida pela adidas em parceria com a Carbon.
A comunicação histórica da adidas chegou a falar em “levar a fabricação aditiva a uma nova dimensão”, mas isso não justifica transformar o nome do produto em uma explicação científica sobre espaço-tempo. Para o consumidor, a definição útil é muito mais simples: adidas 4D identifica a tecnologia de entressola lattice produzida digitalmente com Carbon DLS.
Quando a tecnologia adidas 4D surgiu?
Futurecraft 3D em 2015: o precursor
A história não começou diretamente com a Carbon. Em 7 de outubro de 2015, a adidas apresentou o Futurecraft 3D, conceito de entressola impressa em 3D desenvolvido com a Materialise. O projeto explorava a possibilidade de adaptar cushioning e forma a dados individuais do atleta.
O Futurecraft 3D era um protótipo e uma declaração de intenção. Ele mostrou que a adidas já pesquisava fabricação aditiva antes do 4D, mas não deve ser confundido com a tecnologia que chegaria dois anos depois.
Futurecraft 4D em 2017
Em 7 de abril de 2017, a adidas apresentou oficialmente o Futurecraft 4D e anunciou sua parceria estratégica com a Carbon. A novidade era a aplicação do Digital Light Synthesis a uma entressola destinada a uso comercial, e não apenas à prototipagem.
Naquele anúncio, a adidas planejava disponibilizar inicialmente 5.000 pares no outono/inverno de 2017 e divulgou a ambição de superar 100.000 pares até o fim de 2018. É importante separar as duas informações: a primeira fazia parte do cronograma inicial de lançamento; a segunda era uma meta de escala anunciada pela empresa, não um número que deve ser repetido automaticamente como produção comprovada.
Quem criou a tecnologia usada no adidas 4D?
A adidas não inventou sozinha o processo Digital Light Synthesis. A tecnologia de fabricação foi desenvolvida pela Carbon, empresa de manufatura digital dos Estados Unidos. A adidas utilizou essa plataforma para projetar e fabricar aplicações específicas para footwear.
Também seria simplista dizer que “a Carbon criou o tênis”. A colaboração combina capacidades diferentes: a Carbon trabalha com processo, materiais, hardware, software e lattices; a adidas aplica conhecimento de produto, dados de atletas, design de calçados e requisitos de uso.
O que é Digital Light Synthesis?
Digital Light Synthesis, ou DLS, é o nome dado pela Carbon ao seu processo de fabricação aditiva baseado em projeção digital de luz, óptica permeável ao oxigênio, resinas líquidas programáveis e etapas posteriores de processamento.
O DLS é construído sobre uma tecnologia da Carbon chamada CLIP — Continuous Liquid Interface Production. Em vez de depositar filamento como uma impressora FDM, o sistema trabalha com uma cuba de resina líquida e uma sequência de imagens projetadas para definir onde ocorre a polimerização.
Projeção de luz
Segundo a Carbon, o processo CLIP utiliza projeção de luz ultravioleta através de uma janela permeável ao oxigênio. As imagens projetadas controlam quais regiões da resina participam da formação da peça enquanto a plataforma se movimenta.
Por que o oxigênio é importante?
Próximo à janela existe uma fina interface líquida não curada que a Carbon chama de dead zone. A presença controlada de oxigênio ajuda a manter essa região e impede que a peça se fixe diretamente à janela. Assim, nova resina consegue fluir para a área de fabricação à medida que a peça cresce.
Isso não significa que a entressola seja “feita de oxigênio”. Oxigênio e luz fazem parte do processo. O produto final é um material polimérico.
Resina líquida
A Carbon trabalha com famílias de resinas programáveis. Na documentação do desenvolvimento inicial do Futurecraft 4D, a empresa descreve o material final da midsole como uma combinação de resina curável por UV e polyurethane. Gerações posteriores usam materiais elastoméricos desenvolvidos especificamente para aplicações de alta produção.
Pós-processamento
A fabricação não termina assim que a peça sai da máquina. Dependendo do material, o fluxo DLS pode envolver limpeza e uma segunda etapa de cura. A Carbon explica que seus materiais dual-cure podem passar por tratamento térmico para desenvolver as propriedades mecânicas finais. No projeto 4DFWD, a empresa também documentou processos automatizados de limpeza seguidos de dual-cure.
adidas 4D é impressão 3D?
Em linguagem ampla, sim: a própria adidas e a Carbon enquadram DLS dentro da fabricação aditiva e da impressão 3D. O problema está em imaginar que todas as formas de impressão 3D funcionam da mesma maneira.
O processo do adidas 4D não é igual a FDM, no qual um filamento termoplástico é depositado sucessivamente. Também não deve ser tratado como uma simples versão de SLA convencional. A Carbon desenvolveu CLIP/DLS justamente para combinar produção em resina com fluxo contínuo, materiais de engenharia e maior viabilidade para peças finais.
De que material é feita a entressola adidas 4D?
Não existe uma resposta química única que deva ser aplicada a toda geração 4D. No Futurecraft 4D inicial, Carbon descreveu o material final como uma mistura de resina curável por UV e polyurethane. Posteriormente, a empresa desenvolveu novas gerações de EPU — elastomeric polyurethane — para aplicações como 4DFWD.
Por isso, frases como “todo 4D é TPU” ou “todo 4D usa exatamente a mesma resina” devem ser evitadas.
EPU é a mesma coisa que eTPU do BOOST?
Não. Essa diferença evita uma das confusões mais comuns entre adidas BOOST e 4D.
O BOOST tradicional é historicamente associado a eTPU — expanded thermoplastic polyurethane, um material espumado formado por partículas expandidas e unidas. Já a plataforma 4D utiliza uma estrutura lattice produzida digitalmente a partir de resinas elastoméricas compatíveis com o processo da Carbon.
Ou seja: as duas tecnologias podem envolver a grande família química dos poliuretanos em determinados contextos, mas sua arquitetura, processamento e comportamento não são equivalentes.
O que é uma estrutura lattice?
Uma lattice é uma estrutura reticular tridimensional formada por elementos interligados. Em uma midsole 4D, a geometria pode lembrar uma rede aberta, mas ela não deve ser descrita apenas como “uma sola cheia de buracos”.
O comportamento mecânico pode ser alterado por fatores como espessura dos elementos, orientação, tamanho das células, densidade e geometria. Isso permite que duas regiões fabricadas a partir do mesmo material tenham respostas diferentes simplesmente porque sua estrutura foi projetada de maneira diferente.
Por que a geometria importa tanto?
Essa é uma das diferenças mais interessantes entre lattice e uma entressola de espuma convencional. Em espumas, composição, densidade, expansão e formato da peça são variáveis fundamentais. Em lattices, a própria arquitetura tridimensional da rede torna-se outra ferramenta poderosa de engenharia.
A Carbon documenta que o Futurecraft 4D foi desenvolvido como uma peça monolítica capaz de incorporar diferentes zonas funcionais. Durante o desenvolvimento inicial, adidas e Carbon fizeram mais de 50 iterações de design e testaram quase 150 iterações de resina. Esses números descrevem aquele processo de desenvolvimento; não significam que cada novo par passe pelo mesmo número de versões.
Como dados de atletas entraram no desenvolvimento?
A adidas apresentou o Futurecraft 4D como produto de um processo orientado por sua biblioteca de dados de corrida. Em comunicações posteriores do 4DFWD, a empresa voltou a destacar anos de dados de performance de atletas.
Isso deve ser entendido como data-driven design: dados ajudaram engenheiros e designers a estabelecer requisitos, avaliar comportamentos e escolher geometrias. Não há razão para converter automaticamente esse processo em “inteligência artificial” ou dizer que a entressola aprende durante a corrida.
A adidas 4D é personalizada para cada pessoa?
Não nos produtos comerciais padrão. A fabricação digital abre possibilidades de customização geométrica e a adidas historicamente apresentou personalização como parte da visão de Futurecraft. Isso é diferente de afirmar que cada cliente entra em uma loja, tem a pisada escaneada e recebe automaticamente uma lattice exclusiva.
Futurecraft 4D, Ultra 4D, 4DFWD e outros lançamentos comerciais utilizam geometrias de produção definidas para seus respectivos modelos e tamanhos.
Principais modelos e gerações adidas 4D
Futurecraft 4D
Apresentado em 2017, foi a aplicação que colocou a parceria adidas + Carbon no centro da conversa sobre fabricação digital em footwear. É importante tratá-lo como um projeto/modelo específico, e não usar “Futurecraft 4D” como nome de todo tênis 4D criado depois dele.
AlphaEdge 4D
O AlphaEdge 4D levou a tecnologia a uma distribuição comercial maior. Em 2018, a adidas anunciou seu lançamento global com uma midsole 4D e o posicionou no universo de running e treinos, com construção própria de upper e outsole. Características daquele AlphaEdge não devem ser generalizadas para toda a plataforma.
4D Run 1.0
O 4D Run 1.0 representou outra etapa da aplicação da lattice a um tênis de corrida. Ele também funciona como referência histórica para entender por que a adidas posteriormente comparou mudanças de cushioning e geometria ao desenvolver o 4DFWD.
Ultra 4D
O Ultra 4D é especialmente útil para entender que Ultraboost, BOOST e 4D não são sinônimos. O modelo combinou linguagem e elementos de upper associados ao Ultraboost com uma entressola 4D. Não era simplesmente um Ultraboost convencional com a mesma plataforma de BOOST.
4DFWD
Em 2021, a adidas apresentou o 4DFWD, uma evolução específica do conceito de lattice voltada ao running. A grande novidade estava na geometria chamada FWD CELL, e não apenas em uma troca de nome ou colorway.
Ultra 4DFWD
O Ultra 4DFWD posteriormente combinou um upper derivado da família Ultraboost com a plataforma 4DFWD. Ele não deve ser confundido com Ultra 4D: os toolings e a geometria de midsole pertencem a fases diferentes da evolução tecnológica.
O que é adidas 4DFWD?
4DFWD é uma evolução da família 4D criada para trabalhar com uma resposta mecânica mais direcional. Segundo a adidas, sua FWD CELL foi selecionada a partir de mais de cinco milhões de estruturas lattice candidatas.
A Carbon descreve o 4DFWD como uma anisotropic lattice midsole. Em português simples, anisotropia significa que a estrutura pode responder de maneira diferente dependendo da direção em que recebe a carga.
O que é a FWD CELL?
A FWD CELL possui formato que a adidas descreve como semelhante a uma bowtie, ou gravata-borboleta. A empresa afirma que a célula foi projetada para se deformar para a frente quando submetida à carga vertical da passada, contribuindo para uma transição mais suave.
Esse mecanismo deve ser separado de afirmações exageradas. Ele não transforma a midsole em um motor, não produz energia do nada e não garante que todo corredor ficará mais rápido. É uma estratégia geométrica de gerenciamento da deformação da estrutura.
4D e 4DFWD são a mesma coisa?
Não exatamente. 4D é a plataforma e a linhagem mais ampla de midsoles lattice produzidas digitalmente com a Carbon. 4DFWD é uma evolução posterior que utiliza uma geometria específica, desenvolvida com objetivo direcional para running.
Por isso, um Futurecraft 4D de 2017 não deve ser descrito como se tivesse automaticamente a FWD CELL introduzida anos depois.
Ultra 4D e Ultra 4DFWD são iguais?
Não. Ambos aproximam o universo visual do Ultraboost da fabricação 4D, mas pertencem a etapas distintas. Ultra 4D utiliza uma midsole 4D de geração anterior; Ultra 4DFWD utiliza a família 4DFWD e sua geometria própria.
Tecnologia adidas 4D x BOOST: qual a diferença?
BOOST e 4D resolvem a função de cushioning por caminhos diferentes. BOOST tradicional pertence ao universo das espumas de partículas expandidas, historicamente associado ao eTPU desenvolvido com a BASF. 4D utiliza uma lattice elastomérica fabricada digitalmente por DLS.
- BOOST: espuma expandida, com comportamento fortemente dependente da formulação, densidade e geometria da entressola.
- Light BOOST: evolução posterior e mais leve dentro da família BOOST.
- 4D: estrutura lattice em que a geometria tridimensional também é usada para ajustar a resposta mecânica.
- 4DFWD: evolução específica de 4D com geometria direcional FWD CELL.
A 4D não substituiu universalmente BOOST. As duas tecnologias coexistiram no portfólio adidas, enquanto Light BOOST, Lightstrike e outras espumas continuaram evoluindo. Para uma comparação focada em uso e sensação, veja Ultraboost vs 4D.
4D é mais macia ou mais firme que BOOST?
Não existe uma resposta universal. Diversos modelos 4D históricos foram percebidos como mais firmes e estruturados que versões macias do BOOST tradicional, mas a sensação depende da geometria da lattice, do material, da largura da base, do upper, do tamanho e do modelo específico.
Maciez também não é sinônimo de melhor cushioning ou melhor desempenho. Uma plataforma pode ser relativamente firme e ainda assim controlar deformação e distribuir cargas de maneira apropriada ao projeto.
adidas 4D tem bom retorno de energia?
A adidas utilizou linguagem de “energy return”, “forward motion” e “smooth transition” em diferentes gerações 4D. Esses termos devem ser interpretados dentro do contexto dos testes e da comunicação de cada produto.
Não é tecnicamente correto afirmar que “4D possui retorno de energia superior ao EVA” ou “é melhor que BOOST” sem especificar modelo, protocolo, carga e métrica. Responsividade percebida por um usuário também não é a mesma coisa que retorno de energia medido em laboratório.
adidas 4D é boa para corrida?
Depende do produto. Futurecraft 4D nasceu dentro de um contexto de running, 4D Run 1.0 foi desenvolvido para corrida e 4DFWD é explicitamente uma família de running. Isso não transforma qualquer sneaker com midsole 4D em tênis de performance.
Ultra 4D, por exemplo, também ganhou forte presença no uso casual e lifestyle. Para corrida em 2026, a escolha deve considerar o modelo concreto, peso, geometria, fit, ritmo pretendido e preferência pessoal, e não apenas a presença do lattice.
adidas 4D é pesada?
Não existe “peso da tecnologia 4D”. Alguns modelos históricos 4D ficaram relativamente pesados em comparação com determinados tênis modernos de espuma, mas peso precisa ser informado por SKU, tamanho e geração.
Um bom exemplo dessa variação aparece no próprio catálogo adidas: o Ultra 4DFWD e modelos posteriores da família 4DFWD possuem especificações diferentes. Usar o peso de um deles para definir toda a plataforma seria incorreto.
adidas 4D é sustentável?
Não é correto chamar a tecnologia de sustentável apenas porque ela usa fabricação digital. Processos aditivos podem reduzir necessidade de tooling e permitir geometrias monolíticas, mas impacto ambiental também depende de energia, química do material, pós-processamento, transporte, durabilidade e fim de vida.
O material bio-based do 4DFWD
No lançamento do 4DFWD em 2021, a adidas comunicou que a FWD CELL utilizava 40% de material bio-based. A documentação da Carbon para a geração de EPU relacionada ao projeto registra valor próximo, de 39%. A maneira editorialmente mais segura de interpretar isso é “aproximadamente 40% naquela geração”.
Bio-based não significa reciclado. Um material pode utilizar parte de matérias-primas de origem biológica sem ser fabricado com conteúdo reciclado e sem ser automaticamente reciclável.
adidas 4D possui sensores ou conexão com aplicativo?
A tecnologia 4D, por si só, não é um sistema eletrônico de sensores. Não encontramos base oficial para afirmar que as midsoles 4D atuais possuem microfibras condutoras para monitorar postura, que aprendem com a corrida ou que enviam feedback biomecânico em tempo real ao adidas Running.
É importante separar duas coisas: a adidas pode usar dados de atletas no desenvolvimento de um produto; isso não significa que o produto acabado esteja coletando novos dados do usuário enquanto ele corre.
adidas 4D tem placa de carbono?
Não se deve inferir isso pelo nome da parceira. Carbon é a empresa que desenvolveu o processo DLS; “Carbon” nesse contexto não significa “carbon-fiber plate”.
A presença ou ausência de uma placa estrutural deve ser verificada no projeto específico do tênis. A midsole 4D não é, por definição, uma placa de fibra de carbono.
A adidas ainda vende 4D em 2026?
Sim. Em setembro de 2026, a adidas Brasil ainda mantém a categoria 4D/4DFWD e oferece produtos atuais da família. Entre os exemplos encontrados estão 4DFWD 4 Running e 4DFWD x STRUNG 4D Running.
Ao mesmo tempo, modelos mais antigos podem aparecer apenas como estoque residual ou como esgotados. O Ultra 4DFWD, por exemplo, ainda possui página oficial brasileira, mas aparece sem estoque na consulta realizada. Isso ilustra uma diferença importante: um modelo sair de linha ou ficar esgotado não significa que a plataforma 4D tenha sido encerrada.
Tecnologia 4D ainda vale a pena em 2026?
Pode fazer sentido para quem se interessa pela experiência mecânica e estética particular de uma lattice, encontra um modelo adequado ao próprio uso ou quer conhecer uma das aplicações comerciais mais relevantes de fabricação aditiva em footwear.
Isso não significa que 4D seja automaticamente a melhor escolha. Quem prioriza baixo peso, grande maciez ou tecnologias atuais específicas de competição pode preferir outras plataformas. Em 2026, a adidas possui diferentes famílias de midsoles com propostas distintas, e a tecnologia mais interessante depende do objetivo do usuário.
Erros comuns sobre adidas 4D
- “4D significa que a quarta dimensão é o tempo”: não há base suficiente para publicar isso como definição oficial.
- “É apenas espuma impressa em 3D”: a midsole utiliza uma estrutura lattice elastomérica.
- “DLS funciona como FDM”: não. O processo é baseado em projeção de luz, resina e óptica permeável ao oxigênio.
- “Todo 4D é personalizado para seu pé”: não nos produtos comerciais padrão.
- “4D utiliza IA em cada corrida”: não há base para essa generalização.
- “A midsole possui sensores”: não como característica inerente à plataforma.
- “Carbon significa placa de carbono”: Carbon é a empresa parceira.
- “4D substituiu BOOST”: as plataformas coexistiram e atendem propostas diferentes.
- “4D e 4DFWD são iguais”: 4DFWD é uma evolução específica com outra geometria.
- “4DFWD garante propulsão e mais velocidade”: a geometria possui comportamento direcional projetado, mas isso não é garantia universal de performance.
- “4D é sustentável por definição”: fabricação digital, material bio-based e impacto ambiental são questões diferentes.
Perguntas frequentes sobre adidas 4D
O que é adidas 4D?
É uma plataforma de entressolas lattice produzidas digitalmente com tecnologia Carbon Digital Light Synthesis.
adidas 4D é impressão 3D?
Ela pertence ao universo da fabricação aditiva/3D printing, mas o processo Carbon DLS não deve ser confundido com impressão FDM por filamento.
O que é Digital Light Synthesis?
É a plataforma da Carbon que combina projeção digital de luz, óptica permeável ao oxigênio, resinas líquidas programáveis, impressão CLIP e pós-processamento para criar peças poliméricas finais.
4D é espuma?
Não no sentido tradicional de uma midsole de EVA ou BOOST. A 4D utiliza uma estrutura lattice elastomérica que ocupa a função de cushioning da entressola.
4D e BOOST são iguais?
Não. BOOST é uma plataforma de espuma expandida; 4D é uma plataforma de lattice fabricada digitalmente.
4D e 4DFWD são a mesma coisa?
Não. 4DFWD é uma evolução posterior da família 4D com geometria FWD CELL projetada para deformação direcional.
O Futurecraft 4D foi lançado quando?
A adidas apresentou oficialmente o Futurecraft 4D em 7 de abril de 2017.
Futurecraft 4D X existe?
Não encontramos documentação oficial suficiente para o suposto “Futurecraft 4D X” descrito anteriormente neste artigo como versão sustentável com materiais reciclados. Por isso, ele não deve ser apresentado como integrante confirmado da linha.
4DFWD 2.0 existe?
A nomenclatura oficial encontrada na adidas é 4DFWD 2. “4DFWD 2.0” não deve ser usado como nome oficial sem uma página específica que o confirme.
adidas 4D possui sensores?
Não como característica padrão da tecnologia. A midsole não deve ser confundida com um wearable eletrônico.
adidas 4D tem placa de carbono?
Não necessariamente. Carbon é o nome da empresa parceira. Isso não indica automaticamente presença de uma placa de fibra de carbono.
A adidas ainda vende 4D em 2026?
Sim. Em setembro de 2026, produtos 4DFWD ainda aparecem no catálogo oficial da adidas Brasil, incluindo gerações como 4DFWD 4 e 4DFWD x STRUNG 4D Running.
Conclusão
A importância da adidas 4D não está em promessas de uma entressola que “aprende”, prevê movimentos ou transforma qualquer corredor em atleta mais rápido. Seu diferencial real é mais interessante: ela transformou geometria digital em uma variável prática de engenharia de entressolas e ajudou a levar fabricação aditiva de protótipos para produtos comerciais em grande escala.
O Futurecraft 3D mostrou a direção em 2015; a parceria adidas + Carbon levou ao Futurecraft 4D em 2017; e o 4DFWD acrescentou uma arquitetura anisotrópica específica anos depois. Em 2026, a tecnologia continua presente no catálogo adidas, mas convive com BOOST, Light BOOST e outras plataformas em vez de substituí-las.
Para entender como uma entressola se relaciona com upper, outsole e demais componentes do calçado, consulte nosso guia de anatomia do sneaker. Para comparar a sensação e a proposta tecnológica de duas famílias adidas, veja também Ultraboost vs 4D.


