Quais são os tênis mais icônicos da Nike? Não existe uma fórmula capaz de produzir uma resposta totalmente objetiva. Vendas, inovação, influência esportiva, longevidade e impacto cultural contam histórias diferentes.
Por isso, esta lista não pretende dizer que o número 4 é matematicamente “mais importante” que o número 12. O objetivo é acompanhar vinte modelos fundamentais para entender como a Nike evoluiu de uma pequena operação de running para uma das empresas mais influentes da história dos sneakers.
O recorte principal vai do início dos anos 1970 ao fim dos anos 1990. Isso é intencional: esses modelos formaram grande parte do vocabulário de design, amortecimento, basquete, running e cultura sneaker que a marca reutiliza até hoje. Mais adiante, também explicamos quais produtos pós-2000 merecem entrar em uma discussão moderna.
Como escolhemos os modelos mais icônicos?
Um tênis não entrou nesta seleção apenas porque vendeu muito ou porque custa caro na revenda. Foram considerados quatro fatores: inovação técnica, importância esportiva, influência no design e permanência cultural.
Também diferenciamos inovação original de marketing posterior. Alguns modelos ficaram famosos por histórias que foram simplificadas ao longo das décadas — caso do Air Jordan 1 “Banned” e do suposto trem-bala que teria inspirado o Air Max 97.
1. Nike Cortez (Nike, 1972)

A história do Nike Cortez começa antes de existir um Nike Cortez propriamente dito.
Bill Bowerman, treinador de atletismo e futuro cofundador da Nike, trabalhou em um tênis de corrida mais amortecido enquanto a Blue Ribbon Sports ainda distribuía produtos da japonesa Onitsuka. Dessa fase nasceu o Tiger Cortez. Quando Bowerman e Phil Knight seguiram adiante com sua própria marca, o conceito passou para a Nike e tornou-se um dos produtos que definiram seus primeiros anos.
O Cortez combinava uma entressola contínua com camadas de diferentes densidades para oferecer mais proteção aos corredores de longa distância. Em uma época em que a construção dos running shoes era muito mais simples, isso ajudou a diferenciá-lo.
Com o passar das décadas, o Cortez deixou de ser uma referência tecnológica de performance e virou um símbolo de lifestyle. Sua presença na cultura de Los Angeles, no cinema e na moda fez com que uma silhueta concebida para corrida permanecesse reconhecível mais de meio século depois.
2. Nike Waffle Trainer (1974–1975)

A famosa história da máquina de waffle não é apenas uma lenda publicitária, embora muitas vezes seja contada de maneira simplificada.
Buscando uma sola leve que aumentasse a tração sem utilizar spikes metálicos, Bill Bowerman experimentou despejar urethane em uma máquina de waffle doméstica. Os primeiros testes estavam longe de ser produtos acabados: houve protótipos, moldes improvisados e o desenvolvimento do chamado Moon Shoe.
O conceito evoluiu para produtos comerciais e culminou no Waffle Trainer, refinado em torno de 1974 e transformado em um dos grandes sucessos comerciais da Nike em 1975.
Mais importante que a anedota da cozinha é o princípio por trás dela: Bowerman tratava a sola como uma peça de engenharia, não apenas como borracha destinada a impedir o contato do pé com o chão. Essa mentalidade se tornou central na identidade de inovação da Nike.
3. Nike Air Tailwind (1978)

Se a sola Waffle mostrou que a Nike podia repensar a tração, o Air Tailwind mostrou que também poderia repensar o amortecimento.
O modelo apareceu em 1978 no contexto da Maratona de Honolulu e se tornou o primeiro calçado Nike comercial a utilizar a tecnologia que seria conhecida simplesmente como Nike Air.
O sistema desenvolvido a partir das ideias do engenheiro Frank Rudy utilizava uma unidade flexível pressurizada encapsulada na entressola. Naquele momento, o Air ficava escondido: não havia janela lateral mostrando a bolsa.
Essa distinção é importante porque o Tailwind representa o começo tecnológico do Nike Air, enquanto o Air Max 1, nove anos depois, transformaria essa tecnologia também em parte visível do design.
4. Nike Air Force 1 (1982)

Projetado por Bruce Kilgore, o Nike Air Force 1 levou Nike Air para o basquete em 1982.
Esse é o marco técnico fundamental: foi o primeiro tênis de basquete da Nike equipado com Air.
Seu legado, porém, foi construído tanto fora quanto dentro das quadras. Depois de sua primeira fase esportiva, varejistas e comunidades urbanas ajudaram a manter o modelo vivo. O Air Force 1 Low branco acabou se tornando uma das silhuetas lifestyle mais reconhecíveis da Nike.
O AF1 também mostra algo que se repetiria várias vezes na história da empresa: um produto pode deixar de ser tecnologia de ponta para seu esporte e, ainda assim, ganhar uma segunda vida como objeto cultural.
5. Air Jordan 1 (1985)

O Air Jordan 1 é provavelmente o tênis que melhor representa a união entre atleta, produto e storytelling na história da Nike.
Projetado por Peter Moore e lançado em 1985, o modelo colocou o nome de Michael Jordan diretamente em uma linha própria no momento em que ele se transformava em fenômeno da NBA.
A história do chamado “Banned” exige cuidado. A NBA realmente contestou um tênis preto e vermelho usado por Jordan em 1984, mas as evidências históricas ligam o episódio original ao Nike Air Ship, utilizado enquanto o AJ1 ainda estava sendo desenvolvido. A Nike depois incorporou essa controvérsia à publicidade do Air Jordan 1.
Isso não diminui o impacto do AJ1. Pelo contrário: mostra como produto e narrativa se combinaram para criar um modelo que atravessou basquete, skate, música, moda e colecionismo.
6. Nike Dunk (1985)

O Nike Dunk nasceu para o basquete universitário.
O College Colors Program da Nike combinava tênis, roupas e acessórios com as cores de universidades norte-americanas. A campanha “Be True to Your School” transformou identidade universitária em parte explícita do produto.
O Dunk também é interessante como objeto de design porque não surgiu do nada. Peter Moore e a equipe aproveitaram linguagem e componentes de calçados Nike de basquete já existentes, trabalhando sob um prazo curto.
Nos anos 1990, skatistas encontraram Dunks antigos a preços baixos e perceberam que o cabedal robusto e a construção funcionavam bem no skate. Essa apropriação ajudou a preparar o terreno para a explosão do Nike SB Dunk a partir de 2002.
7. Nike Air Max 1 (1987)

O Air Tailwind colocou Air dentro do tênis. O Air Max 1 transformou Air também em linguagem visual.
Tinker Hatfield havia trabalhado como arquiteto antes de migrar para footwear na Nike. Em uma viagem a Paris, o Centre Pompidou — edifício que expõe parte de sua estrutura e sistemas do lado de fora — ajudou a inspirar a ideia de revelar algo que normalmente permaneceria escondido.
Em 1987, o Air Max 1 chegou com uma janela que permitia enxergar a unidade de amortecimento no calcanhar. A tecnologia deixou de ser apenas uma promessa descrita em anúncios e passou a poder ser literalmente vista.
Esse princípio deu origem a uma linhagem que ainda recebe novas tecnologias e silhuetas décadas depois. Veja também nosso guia sobre a tecnologia Nike Air.
8. Nike Air Trainer 1 (1987)

O Air Trainer 1 ajudou a estabelecer a categoria de cross-training.
Tinker Hatfield observou um problema comum: pessoas utilizavam calçados especializados demais em academias onde alternavam corrida, exercícios laterais e levantamento de peso. A proposta era criar um produto menos específico e mais versátil.
A construção combinava características de diferentes tipos de tênis e utilizava uma strap no médio pé. John McEnroe acabou usando protótipos ligados ao projeto no tênis, enquanto Bo Jackson se tornaria um dos rostos mais importantes da explosão da categoria training.
O legado do Air Trainer 1 não é apenas estético: ele ajudou a convencer o mercado de que “treinar” podia ser uma categoria própria de calçado.
9. Nike Air Revolution (1987)

O Air Revolution levou a nova estética de Air visível diretamente para o basquete em 1987.
Sua entressola compartilhava a linguagem tecnológica que estava surgindo com a primeira geração Air Max, mas aplicada a um tênis alto e estruturado para as quadras.
Ele é frequentemente descrito na literatura sneaker como o primeiro basketball shoe com Air visível. Como a documentação primária atualmente disponível da Nike não é tão explícita quanto em casos como Air Force 1 ou Air Max 1, a afirmação mais segura é que o Revolution foi um dos marcos iniciais — e decisivos — da chegada do Air visível ao basquete.
10. Air Jordan 3 (1988)

O Air Jordan 3 inaugurou uma das parcerias de design mais importantes da Nike: Tinker Hatfield e Michael Jordan.
Lançado em 1988, o AJ3 trouxe elephant print, Air visível no calcanhar e uma construção mais baixa e diferente dos dois primeiros Jordans.
Também foi nessa fase que o Jumpman ganhou presença central na linguagem dos calçados Jordan. A imagem de Michael Jordan em pleno voo já existia fotograficamente, mas o AJ3 ajudou a transformar aquela silhueta em símbolo de produto.
O AJ3 permanece fundamental não apenas pelo desenho, mas porque apontou para a possibilidade de Air Jordan desenvolver identidade própria além da linguagem tradicional da Nike Basketball.
11. Nike Air Tech Challenge II (1990)

O Air Tech Challenge II levou para o tênis profissional uma atitude visual muito distante do uniforme tradicionalmente conservador do esporte.
Projetado por Tinker Hatfield para Andre Agassi, o modelo ficou especialmente associado a 1990 e à colorway Hot Lava.
Agassi já era conhecido pela combinação de jogo agressivo, cabelo longo e roupas que quebravam convenções estéticas. Nike transformou essa identidade em produto: cores fluorescentes, splatter graphics e uma silhueta que parecia pertencer tanto à cultura pop do começo dos anos 1990 quanto a uma quadra de tênis.
A importância do ATC II está justamente nisso: mostrou que performance tennis não precisava parecer visualmente neutro.
12. Nike Air Max 90 (1990)

Antes de ser conhecido como Air Max 90, o modelo era o Air Max III: a terceira grande evolução da linha iniciada em 1987.
Tinker Hatfield ampliou visualmente a unidade Air e utilizou painéis geométricos, contrastes e cores para chamar atenção deliberadamente para o sistema de amortecimento.
A combinação conhecida como Infrared tornou-se inseparável da silhueta. Em vez de esconder a engenharia, o vermelho intenso direcionava o olhar para a janela Air.
Em 2026, o Air Max 90 continua recebendo releituras e colaborações, um sinal de que seu valor para a Nike deixou há muito tempo de depender de ser um tênis de corrida contemporâneo.
13. Nike Air Huarache (1991)

O Air Huarache nasceu de uma observação de Tinker Hatfield durante o esqui aquático.
A bota de neoprene usada na água envolvia o pé de maneira confortável e adaptável. Hatfield levou essa lógica para um running shoe, combinando uma inner sleeve flexível com uma estrutura externa de suporte.
O resultado lançado em 1991 era tão diferente que o designer reduziu deliberadamente a presença do Swoosh nas laterais. A forma do produto deveria ser reconhecível por si mesma.
O Huarache também originou derivações importantes no basquete e training, mostrando como uma solução pensada inicialmente para running podia se transformar em uma plataforma de design.
14. Air Jordan 6 (1991)

O Air Jordan 6 ocupa um lugar especial por estar diretamente ligado ao primeiro campeonato da NBA conquistado por Michael Jordan e Chicago Bulls, em 1991.
Tinker Hatfield desenvolveu uma silhueta inspirada parcialmente no gosto de Jordan por automóveis esportivos. O modelo utilizava neoprene, Air visível e elementos de borracha translúcida.
Enquanto alguns sneakers se tornam históricos apesar do desempenho de um atleta, o AJ6 possui uma ligação esportiva muito direta: foi o modelo da transformação de Jordan de superstar individual em campeão da NBA.
15. Nike Air Max 180 (1991)

O nome Air Max 180 descreve sua grande inovação visual: Air exposto em aproximadamente 180 graus ao redor da região do calcanhar.
Isso não significa que existisse uma unidade Air visível cobrindo toda a extensão do pé.
Bruce Kilgore e Tinker Hatfield participaram do desenvolvimento de uma arquitetura que buscava eliminar parte da barreira visual entre a unidade e o chão. A construção também foi importante para o desenvolvimento dos processos de blow molding que seriam levados adiante na família Air Max.
O 180 demonstra como a Nike começou a tratar o tamanho e a exposição da unidade Air como campos de experimentação por direito próprio.
16. Air Jordan 7 (1992)

O Air Jordan 7 acompanhou Michael Jordan em uma temporada extraordinária: segundo campeonato consecutivo da NBA e medalha de ouro com a seleção dos Estados Unidos em Barcelona 1992.
Tinker Hatfield também afastou o design da dependência visual da Nike tradicional. O AJ7 não exibia Swoosh lateral nem janela externa de Air, ajudando a criar uma identidade cada vez mais autônoma para Air Jordan.
A inner sleeve remetia às experiências que a Nike vinha realizando com a família Huarache, enquanto gráficos e painéis davam ao modelo uma personalidade distinta dos Jordans anteriores.
17. Nike Air Max 93 (1993)

Depois dos 180 graus, a busca por deixar o Air ainda mais exposto continuou.
O Air Max 93 apresentou uma unidade blow-molded com cerca de 270 graus de visibilidade ao redor do calcanhar. A forma da unidade foi associada por Tinker Hatfield à geometria observada em recipientes moldados, como alças de jarras de leite.
O 93 também utilizava uma construção de colar semelhante a uma meia, reforçando a fase em que diferentes ideias da família Huarache estavam influenciando outras categorias da Nike.
Seu legado não é simplesmente “mais conforto”, mas a evolução industrial que permitiu produzir Air em geometrias maiores e mais complexas.
18. Air Jordan 11 (1995)

O Air Jordan 11 começou a aparecer publicamente em 1995, quando Michael Jordan utilizou protótipos durante os playoffs após retornar à NBA.
Tinker Hatfield criou uma silhueta que misturava materiais incomuns para o basquete da época, especialmente o patent leather brilhante que se tornou sua assinatura visual.
A plataforma incluía ainda uma placa estrutural de fibra de carbono e uma sola translúcida em diversas versões.
Na temporada 1995–96, Jordan e os Bulls conquistaram 72 vitórias na temporada regular e o campeonato. A associação entre o AJ11, o retorno de Jordan e um dos times mais dominantes da história da NBA fez o modelo ultrapassar sua já forte inovação estética.
19. Nike Air Max 95 (1995)

O Air Max 95 mostrou que a linha Air Max não precisava continuar parecendo apenas uma evolução do trabalho de Tinker Hatfield.
Sergio Lozano criou uma nova linguagem inspirada na estrutura do corpo humano e em formas encontradas na natureza. A região central e o solado remetiam a uma coluna; os eyelets, a costelas; e as camadas do cabedal sugeriam músculos e tecidos.
Tecnicamente, o AM95 foi importante por introduzir Max Air visível no antepé, além da unidade do calcanhar.
A combinação original de cinzas graduais, preto e Neon também resolveu uma questão prática e visual: as partes inferiores mais escuras disfarçavam sujeira enquanto o amarelo fluorescente destacava componentes funcionais.
20. Nike Air Max 97 (1997)

O Nike Air Max 97 encerra esta seleção histórica com uma das silhuetas mais futuristas dos anos 1990.
Ao contrário de um mito muito repetido, Christian Tresser afirma que o desenho ondulado não nasceu principalmente do trem-bala japonês.
Sua referência central eram as ondas concêntricas produzidas quando uma gota atinge a superfície da água. Já a aparência metálica e os detalhes refletivos tinham relação com o interesse do designer por mountain bikes e seus componentes.
O Air Max 97 também levou a tecnologia adiante: foi o primeiro Nike a apresentar Air visível de comprimento integral.
Essa combinação entre engenharia e desenho transformou a Silver Bullet em uma das imagens mais reconhecíveis da era Air Max e continua influenciando produtos de estética futurista da Nike.
Mas e os grandes Nike lançados depois de 2000?
Uma lista atualizada em 2026 não pode fingir que a história terminou no Air Max 97.
O recorte acima foi mantido porque reúne vinte modelos que formaram o vocabulário histórico da Nike antes da virada do milênio. Se o critério fosse simplesmente escolher vinte produtos de toda a história da empresa sem preservar esse recorte, alguns nomes do século XXI disputariam espaço seriamente.
- Nike SB Dunk Low: a partir de 2002, transformou o Dunk em uma das plataformas centrais do skate e das colaborações modernas.
- Nike Flyknit Racer: apresentado em 2012, ajudou a introduzir a fabricação de cabedais Flyknit digitalmente engenheirados.
- Nike Vaporfly: sua combinação de espuma altamente responsiva, geometria elevada e placa rígida ajudou a redefinir o racing shoe contemporâneo.
- Nike Alphafly: desenvolveu ainda mais a nova geração de super shoes ligada à busca por performances extremas na maratona.
- Air Max 1000 e Air Max 95000: entre 2024 e 2026, mostraram uma nova direção baseada em fabricação aditiva e estruturas impressas em 3D.
Esses produtos não tornam os vinte clássicos anteriores menos importantes. Eles mostram apenas que “icônico” é uma categoria em movimento: alguns modelos precisam de anos ou décadas para provar que sua influência é duradoura.
Qual foi o tênis mais importante da Nike?
A resposta muda conforme o critério.
Se a pergunta for sobre o nascimento da identidade da empresa, Cortez e Waffle Trainer são fundamentais. Para tecnologia, Tailwind e Air Max 1 mudaram a maneira como Nike apresentou amortecimento. Para basquete e cultura, Air Force 1 e Air Jordan 1 são difíceis de superar. Para a história das subculturas, Dunk ganhou várias vidas entre universidade, skate, música, moda e colaborações.
Por isso, esta lista funciona melhor como uma linha do tempo de pontos de virada do que como uma competição absoluta entre vinte pares.
Perguntas frequentes sobre os tênis mais icônicos da Nike
Qual foi o primeiro tênis da Nike?
A história dos primeiros produtos Nike envolve a transição da Blue Ribbon Sports, que distribuía Onitsuka Tiger, para a criação de calçados sob a própria marca. O Cortez tornou-se um dos primeiros e mais importantes produtos Nike, enquanto protótipos como o Moon Shoe também ocupam posição fundamental na história inicial da empresa.
Qual foi o primeiro Nike com tecnologia Air?
O Nike Air Tailwind, apresentado em 1978, foi o primeiro calçado Nike a utilizar a tecnologia Air comercialmente.
Qual foi o primeiro Nike Air Max?
O Air Max 1, lançado em 1987 e projetado por Tinker Hatfield, inaugurou a família Air Max com uma janela que tornava o Nike Air visível na entressola.
Qual foi o primeiro tênis de basquete Nike com Air?
O Air Force 1, de 1982, foi o primeiro tênis de basquete da Nike equipado com Nike Air.
O Air Jordan 1 foi realmente banido pela NBA?
A versão popular simplifica a história. A NBA contestou um tênis preto e vermelho utilizado por Michael Jordan em 1984, e as evidências históricas apontam para o Nike Air Ship. A Nike posteriormente incorporou esse episódio à campanha do Air Jordan 1.
O Nike Dunk sempre foi um tênis de skate?
Não. O Dunk foi criado para o basquete universitário em 1985. Skatistas adotaram a silhueta posteriormente, especialmente durante os anos 1990, e a linha Nike SB transformou essa conexão em produto específico a partir de 2002.
Air Max 180 tinha Air em toda a sola?
Não. O “180” se refere à visibilidade da unidade Air em aproximadamente 180 graus na região do calcanhar.
O Air Max 93 realmente tinha 270 graus de Air?
Sim. A Nike descreve o Air Max 93 como uma evolução para 270 graus de Air visível ao redor da região traseira do calçado.
O Air Max 95 foi o primeiro com Air visível no antepé?
Sim. A Nike identifica o Air Max 95 como o primeiro da linha a apresentar Max Air visível também no antepé.
O Air Max 97 foi inspirado no trem-bala japonês?
Não segundo o próprio designer Christian Tresser. A Nike registra que as linhas foram inspiradas principalmente por ondas formadas quando gotas atingem a água, enquanto os elementos metálicos refletem influências de mountain bikes e seus componentes.
Por que não há Vaporfly ou Flyknit Racer entre os 20?
Porque a seleção principal preserva um recorte histórico da formação da Nike entre os anos 1970 e 1990. Modelos posteriores são reconhecidos separadamente como candidatos importantes para uma lista mais ampla do século XXI.
Conclusão
Os tênis mais icônicos da Nike contam uma história de tentativas, erros e ideias que foram reaproveitadas durante décadas.
O Cortez traz consigo a transição da Blue Ribbon Sports para a Nike. A sola Waffle nasceu de experimentação artesanal. O Tailwind colocou ar pressurizado dentro de um running shoe. O Air Max 1 tornou essa tecnologia visível. Air Force 1 e Air Jordan levaram inovação esportiva para a cultura urbana. Dunk ganhou uma segunda vida no skate. Huarache repensou o ajuste. Air Max 95 e 97 continuaram transformando amortecimento em design.
É justamente essa capacidade de uma ideia antiga reaparecer em outro esporte, outra geração ou outra subcultura que faz esses modelos continuarem relevantes décadas depois.
Para acompanhar essa evolução dentro de uma cronologia mais ampla da empresa, veja também nossa História da Nike.


